Desaposente-se

Ministério de Idosos

 

Retospectiva da viagem às sete igrejas da Ásia

Concluímos nosso roteiro pelas sete cidades do Apocalipse! Foi uma bela aventura! Mais que aventura, foi um banho de cultura bíblica que nos inspirou a repensar nossos valores e nosso comportamento como idosos cristãos. Voltamos com um sentimento de verdadeira desaposentadoria espiritual, lembrando, em retrospectiva, e de maneira bem resumida, as questões prioritárias das mensagens reveladas por Jesus em cada carta:

7- LAODICÉIA

Nossa tendência como idosos é nos acomodar física, mental e espiritualmente Mas agora que aprendemos que cristão morno é um mau testemunho e que Deus não se agrada dese tipo de pessoas, que poderemos fazer para nos desaposentar dessa mornidão?

6- FILADÉLFIA

Que inspirador foi conhecer uma igeja da qual Jesus se agrada! Humilde, mas íntegra na fé, rica de fidelidade aos princípios, por isso louvada por Jesus. Essa mensagem nos incentiva à desaposentadoria: estou eu fazendo o que está ao meu alcance para honrar o nome de Jesus que levo como cristão?

5-SARDES

Como gostamos de ouvir a respeito de gente famosa! Entretanto, a fama humana se desvanece e aquele que era um herói em determinado tempo, logo cai no esquecimento. Que lembranças você quer deixar para seus descenentes? Como você gostaria de ser lembrado?

4-TIATIRA

Vivemos uma época em que tudo é lícito, você é livre para escolher seu caminho e crer no que lhe convém. Mas Jesus nos convida a avaliar idéias e conceitos que desviam a verdade e comprometem nossa fé, Como poderemos nos desaposentar e repelir aqueles que tentam nos induzir ao erro?

3- PÉRGAMO

Outro desafio a nos desaposentar , avaliando aquilo em que temos crido. Tantas vozes estranhas soam por aí ; precisamos estar atentos. Que recursos estão ao nosso dispor para evitar sermos enredados por falsas doutrinas?

2- ESMIRNA

Quem gosta de sofrer? Ninguém, é claro. Mas quando a questão é a nossa fidelidade ao Senhor Jesus, é bem possível que tenhamos de enfrentar situações que nos causam sofrimento. Que tipo de situações adversas você já experimentou por causa da fé? Como você reagiu a esse sofrimento?

1-ÉFESO

Um elogio ao cuidado que tinham os efésios com as falsas doutrinas. Estavam desaposentados nesse sentido, mas tinham esquecido o primeiroamor. Na sua opinião o que os levou a isso? Como poderemos evitar cair no mesmo erro?

COCLUINDO

Para você, qual a mensagem mais forte e desafidora par a sua vida ? Em que v. acha que precisaria desaposentar-se? O Semnhor o abençoe nesse projeto.

OS VALENTES IDOSOS EM SARDES – DIÁRIO DE BORDO

Deixamos Pérgamo para trás no meio de uma tarde fria, embora de uma claridade exuberante, tal como era a visão das margens da estrada que o ônibus ia percorrendo. Todos nos mostramos preocupados com a nova convivência do cristianismo com os costumes pagãos e suas práticas religiosas, favorecidas pela romanização do cristianismo ou pela cristianização do romanismo, que vimos ali nascer, com o gesto estatizante do imperador romano. Felizmente a perseguição oficialmente permitida e estimulada chegou ao fim, mas, o decreto imperial não igualou as individualidades, transformando todos em um, ao contrário, permitiu que as divergências individuais fossem conduzidas, dentro do velho espírito da pax romana, que, agora, sem o culto ao imperador, ampliava a liberdade de cada qual ser “cristão” a sua moda.

Em Sardes, o fogo cruzado das heresias, que, desde o tempo da igreja efésia, insistia em ferir o cristianismo apostólico puro, ganhava poder, na medida em que pequenas manchas de heresia atingiam as vestes brancas de muitos que se descuidaram do adequado uso da armadura espiritual (Ef 6.10-18). Aos poucos, as manchas foram crescendo, geraram um torpor espiritual e quase apagaram a Verdade, não fosse o caráter resoluto dos que não se deixaram contaminar.

Dessa contaminação, talvez a que mais tenha desestruturado a doutrina apostólica pura fora a admissão da salvação pelas obras e pelos sacrifícios – e não mais exclusivamente pela graça de Cristo Jesus. Para muitos, ficava muito mais cômodo dar-se por salvo por atos exteriorizados, do que por uma postura interna de aceitação da graça, que criava um novo estado de SER, necessitando de saúde espiritual e crescimento em virtudes e fé, que as obras pudessem testemunhar.

Sardes, que segundo a tradição, foi a primeira cidade desta região a receber o evangelho pela pregação do apóstolo João, foi a primeira a se desviar da fé e uma das primeiras em cair em ruínas, as quais lembram sua grandeza remota no caminho daqueles que, hoje, fazem a rota comercial da seda.

Queremos nos unir aos que sofreram com aquele fogo cruzado e não se contaminaram, para vir a andar de branco com Jesus, manter o nome escrito no Livro da Vida e tê-lo confessado diante do Pai e de seus anjos, como está prometido.

 

DESAPOSENTADOS EM TIATIRA

DIÁRIO DE BORDO

A viagem de ônibus foi muito boa. O balanço do mar sempre incomoda um pouco. O percurso trazia à lembrança o vale fértil em que a cidade nasceu e por onde passavam rotas de comércio, abastecidas pela intensa atividade de artífices das mais diversas especialidades. Lídia, convertida pela divulgação evangelística de Paulo, era de Tiatira (Atos 16:14), e há referências bíblicas à sua atividade mercantil no campo têxtil, com sucesso até em Filipos.

A intensa e diversificada atividade laborativa do povo deu origem a asociações profissionais conhecidas como guildas (talvez a origem dos siindicatos modernos) que protegiam o exercício de cada um dos tralhadores associados, mediante contribuição financeira, sendo muito comum que os membros dessas associações participassem de festas dedicadas às divindades pagãs que terminavam geralmente em orgias sexuais.

Tem-se que o nome “Tiatira” seja originário de duas palavras que significam sacrifício e contínuo. Ou seja, a Igreja, agora, com sua sede em Roma, nega a doutrina da salvação por meio de Jesus Cristo e promove a heresia do sacrifício contínuo para se adquirir a salvação e purificação dos pecados, o que envolve penitências, indulgências, obras das próprias mãos (como pagamento de promessas) – idéias que o próprio Senhor Jesus classifica como sendo “coisas profundas de Satanás” (Ap 2:24.)

Decididamente, eram os efeitos do “casamento” romano que verificamos em Pérgamo, impregnando as igrejas do que hoje se chama de convivência ecumênica ou sincrética, um modo de vida aceito como alívio do sufoco da perseguição.

O problema principal da igreja em Tiatira foi uma atitude tolerante em relação a uma falsa profetisa. Dizem ser possível que a mulher realmente se chamasse Jezabel, mas, é mais provável que Jesus tenha escolhido este nome porque a maldade dessa mulher lembrava toda a maldade da esposa do rei Acabe, no 9º século a.C.( a exemplo do que fez com Balaão). A “Jezabel” de Tiatira agiu de maneira semelhante, seduzindo os cristãos às práticas de idolatria e prostituição, ou seja, a imoralidade sexual e a impureza espiritual. Ela incentivava os servos de Deus a comerem coisas sacrificadas a ídolos, uma prática condenada que representa comunhão com os demônios (veja Atos 15:20,29; 1 Coríntios 10:20-22).

Nesse clima de permissividade de adoração a qualquer deus, “Jezabel”, “Balaão” e os nicolaítas conseguiram introduzir na igreja costumes alheios à fé cristã autêntica.

Curiosamente, começam a se instalar também novos costumes, por exemplo:

607 d.C. Bonifácio III é nomeado o primeiro Papa
709 d.C. Os fiéis passam a beijar os pés do Papa
786 d.C. Começa a adoração a imagens e relíquias
850 d.C. Começa o uso da “água benta”
995 d.C. Começa a canonização dos santos que morreram
998 d.C. Começa o jejum às sextas-feiras e no período de quaresma
1090 d.C. Começa-se a rezar o rosário
1184 d.C. Começa a inquisição
1190 d.C. Vendem-se as indulgências
1220 d.C. Adoração à hóstia
1229 d.C. Proibição do povo de ler a Bíblia (somente sacerdotes poderiam lê-la)
1414 d.C. O povo é proibido de participar da ceia durante a comunhão
1439 d.C. Decretada a doutrina do purgatório
1546 d.C. Os livros apócrifos são inseridos na Bíblia
1870 d.C. Proclamada a infalibilidade do Papa (o Papa passa a ser um homem que jamais se engana)

 

A luz que Jesus Cristo confiou à Igreja se extinguiu por muito tempo. Mas Deus levantou no seio da própria igreja reformadores que lutaram pelo resgate da verdade. Dentre estes, destacamos Martinho Lutero que, em 31 de outubro de 1517, expôs suas teses, dando início ao movimento chamado Reforma.

Vamos seguir de ônibus até Sardes, para ler mais uma página da história do

DESAPOSENTADOS EM ESMIRNA

– DIÁRIO DE BORDO –

Deixamos Éfeso em plena manhã. Sob um por de sol azulado e fresco aportamos em Esmirna, que disputava com Éfeso e Pérgamo o título de Metrópole. Dormimos e, após o café matinal, saímos. Ruas e edifícios se estendiam numa concepção de orla marítima, em contraste com as montanhas ao fundo da paisagem. Fontes jorravam as água do aqueduto da cidade. Imponente teatro ornava uma das mais belas áreas urbanas, e o centro comercial era assinalado pelo Agora, ou Mercado. A população idolatra a Grande Mãe, deusa esculpida nas moedas e cujo templo estava no lado leste.

Nossa Igreja nos recebeu na simplicidade da pobreza, mas, na majestade da fé. As narrativas deixavam claro que, depois de Nero – que decapitou Paulo e crucificou Pedro – os imperadores romanos desencadearam terrível perseguição aos cristãos, e Esmirna suportou as que foram direcionadas por Trajano, Marco Aurélio, Severo, Maximiniano, Décio, Valeriano, Aureliano e Diocleciano, tendo este último editado um decreto para banir a bíblia da face da terra. As heresias florescia
m com a perseguição. Não bastasse isso, a comunidade judaica, numerosa e próspera, era antagonista da Igreja cristã de Esmirna, imperando entre eles e a partir deles, as blasfêmias contra Jesus. Muitos pagãos “vestiram a camisa” dos blasfemadores e se diziam judeus, vindo a formar “ a Sinagoga de Satanás, como Jesus mesmo classifica.

O contraste é que a perseguição, que matava e empobrecia as igrejas individuais e a congregacional, crescia impiedosa, mas a Igreja também crescia, enriquecida pela fé na promessa da coroa da vida. Deu para perceber: que a pobreza que nos derrota é a pobreza de fé, confiança e amor por Aquele que nos deu Sua vida para nos garantir a Eternidade; que o verdadeiro poder está nas riquezas que armazenamos na casa do tesouro que há em cada um de nós como igreja; que não há perseguição que nos possa roubá-las.

Confraternizamos e nos despedimos para nos dirigirmos a Pérgamo. Que Jesus nos assista e nos guarde.

 

 

 

 

 

 

 

 

DESAPOSENTADOS EM PÉRGAMO

DIÁRIO DE BORDO

Esta foi a nossa última viagem pelo mar Egeu. Como seguiremos para o interior, nos serviremos de ônibus, pois as distâncias terrestres são curtas… e a nossa imaginação voa…

Quando se diz que “Pérgamo” parece significar “casamento”, tem-se em mente o fato de que o imperador romano, Constantino, se sentiu atraído pelo cristianismo – que a perseguição não conseguira derrotar -, tanto que aceitou a fé cristã e se declarou seu defensor e protetor. Logo após assumir o poder, emitiu um edito de tolerância ao cristianismo e passou a favorecer financeiramente a Igreja Cristã. Também determinou que os templos a deuses pagãos agora pertenceriam à Igreja.

Um analisa desse período anota: “Por conta do favorecimento financeiro que Constantino fornecia à Igreja, os líderes locais passam a “agradar” ao imperador e, para mostrar paz e tolerância para com os povos que cultuavam deuses pagãos, começam também a introduzir costumes pagãos dentro da Igreja. Tudo para não perderem a ajuda financeira vinda do imperador (parece que o “mensalão” começou aí!).

Segundo os estudiosos e comentadores, aparentemente tudo ia bem. A perseguição cessa. Mas é exatamente aqui que Satanás começa a contaminar a Igreja.

Vimos a Sinagoga de Satanás e a tática nicolaíta nascerem em Esmirna. Entretanto, é em Pérgamo que prosperam. Em razão do uso da estratégia de Balaão e da sutileza dos nicolaítas a “paganização” do cristianismo ganha terreno com o “casamento” da igreja com o trono de Roma. Diz um antigo escritor, que Pérgamo era a cidade mais idólatra de toda a província da Ásia.

Com isto, a Igreja Cristã passa a ser contaminada e perde sua autenticidade diante de Deus. Vejamos alguns lances da astuciosa estratégia de domínio ou de mero afastamento da pureza apostólica:

300 d.C.

Oração pelos mortos

375 d.C.

Adoração a santos e anjos

431 d.C.

Adoração a Maria

500 d.C

Os sacerdotes passam a se vestir diferentemente do resto do povo

526 d.C.

Extrema unção

593 d.C.

Instituída a doutrina do purgatório

600 d.C.

Os cultos só podem ser realizados em latim

A advertência de Jesus: “Quem tem ouvidos ouça o que diz o Espírito às igrejas”, é parceira daquela : “Quem tem olhos de ver que veja” (dos tempos em que esteve entre nós) e não deixa de ser um delicado convite para avaliarmos todas as condições que concorreram para as aflições do cristianismo, que continua “paganizado” em nossos dias.

É preciso cristianizar o cristianismo, a partir de nós, para sermos exemplo. .

 

                                                                 DESAPOSENTANDO UM PEREGRINO.

Um peregrino, ou, simplesmente, um curioso, que ia passando pelo portão da PIB, resolveu entrar para ver o que se faz aqui dentro.                                                                                 Na realidade, o que vê são os Idosos em Ministério, reunidos nas suas quartas-feiras, formando um grande grupo de pessoas, dispostas e assentadas em suas fileiras de cadeiras, prontas para alguma atividade.Sem que ninguém tivesse percebido nesse grande grupo estão infiltrados 30 pessoas, formando 3 grupos de 10, antecipadamente voluntariadas para a atividade proposta: Desaposentando um peregrino.

Um gráfico seria assim:

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                                   G1                                G2                             G3

Os 30 voluntários treinarão em segredo (por isso que se diz infiltrados) formando os Grupos 1, 2 e 3 e serão dispostos na platéia, dissimuladamente, cada qual ocupando sua posição, como demonstrado no esquema acima.

A atividade consiste em responder as indagações do peregrino, entoando cânticos de louvor que estimulem sua curiosidade.

Vejamos:

    O peregrino (se apresentando).

-Boa tarde, amigos. Estava passando e resolvi entrar. Me mandaram para esse andar para tomar lanche, cantar e conversar. Será que antes do lanche eu poderia fazer umas perguntas que afligem meu coração?

– P O D E !

 

– O QUE ALGUÉM AQUÍ ACHA DA CRUZ, SE ELA É SEMPRE UM PESO QUE ESTAMOS CARREGANDO?

Os integrantes do G1 levantam-se e respondem:

Essa cruz tem prá mim, atrativos sem fim,

Porque nela Jesus me salvou.

Sim eu amo a mensagem da cruz,

Té morrer eu a vou proclamar.

Levarei eu também minha cruz,

Té por uma coroa trocar.

O peregrino:

 –  É verdade. Pelo que Jesus passou é preciso entender a mensagem da cruz. Mas, a minha tá muito pesada…

Que devo fazer… que devo pedir a Jesus?

 

O G2 se levanta e responde:

Entra na minha casa,

Entra na minha vida,

Mexe com minha estrutura

Sara todas as feridas,

Me ensina a ter santidade,

Quero amar somente a ti,

Porque és o meu bem maior,

Faz um milagre em mim.

O Peregrino:

 

-Ótimo ! Já estou percebendo que eu não vou sair daqui do mesmo modo que entrei.

Mas, me contem uma coisa: por que vocês cantam, conversam e tomam lanche aqui todas as quartas-feiras?

O G 3, levantando-se, responde:

Queremos construir a nossa história,

Com nosso jeito de fazer e de cantar.

E construir um novo tempo,

De esperança, fé e força prá viver.

Vamos celebrar a liberdade,

De encararmos a verdade que se crê.

EU CONTO COM VOCÊ!

O G 2, de pé, responde:

PODE CONTAR COMIGO (com um braço erguido)

O G 3 insiste:

EU CONTO COM VOCÊ. (apontando para o peregrino)

O PEREGRINO responde (… com uma certa eloqüência…):

PODE CONTAR COMIGO

… e todo mundo grita: AMÉM. E ABRAÇAM O PEREGRINO E ABRANÇAM-SE ENTRE SI.

Alguém toma do microfone e anima o ambiente com aquela notícia de que SEMPRE HÁ UMA FESTA NO CÉU E NA TERRA QUANDO UMA ALMA SE SALVA. …e anuncia a próxima atração.

 

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