“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.”
(Efésios 5.15-16)

A vida é curta. Sim, ela é curta. Alguns a consideram longa, outros vivem como se o fim não existisse, mas a conclusão é que somos, “apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4.14). Jó, poeticamente, disse: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece” (Jó 14.1-2).

Diante deste fato, precisamos decidir: aproveitar ou desperdiçar o tempo que temos aqui. E para aproveitar a vida, precisamos estar atentos às oportunidades que aparecem para nós. Mas como aproveitá-las?

A Bíblia nos fala de algumas oportunidades que o povo de Deus almejava e aproveitava. Podemos citar pelo menos duas delas:

#A Oportunidade dos Filipenses

“Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade.”
(Filipenses 4.10)

A igreja de Filipos participou do ministério de Paulo e o incentivou desde o início (cf. Filipenses 1.5; 4.15); eles acreditavam no apóstolo e o apoiavam. Como sabemos, Paulo se dedicava em compartilhar o evangelho e, para isso, tentava inclusive se sustentar financeiramente, a fim de não ser pesado para ninguém, mas dar bom exemplo (cf. 2 Tessalonicenses 3.6-9). Os filipenses, como bons mantenedores de Paulo, assim que tiveram oportunidade, levaram, através de Epafrodito, servo filipense, uma oferta para ele (cf. Filipenses 4.18). E mais, a oferta dos filipenses para o apóstolo não era apenas um benefício a um irmão, mas também uma forma de sacrifício a Deus, uma devoção agradável, com aroma suave.
A oferta missionária, feita com amor e sincero coração, vai além das fronteiras, ela é como um bom perfume que sobe até o Trono do Rei.

#A Oportunidade dos Macedônios

“Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém.”
(Romanos 15.26)

No capítulo 8 da segunda carta de Paulo aos coríntios, lemos a história das igrejas da Macedônia, que mesmo passando por “muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (2 Coríntios 8.1). Eles escolheram crer no Senhor e na sua suficiência amando os irmãos que também passavam por dificuldades em Jerusalém; em meio à pobreza, foram ricos em generosidade e ofertaram para ajudar quem precisava [mesmo que eles mesmos também estivessem precisando] (cf. 2 Coríntios 8.3). Paulo escreve que esta igreja pediu, com muitos rogos, a graça de poder participar e contribuir com a assistência dos santos (cf. 2 Coríntios 8.4). Ou seja, eles desejavam profundamente ajudar.
Devemos ser uma igreja que, mesmo estando em lutas, ama, e acima de sua necessidade, doa.

Como você tem usado as oportunidades que Deus tem lhe dado? Hoje, gastamos mais com coisas que se depreciam do que investindo no que permanece. Para termos uma noção, americanos gastam mais dinheiro comprando fantasias de Halloween para seus animais de estimação do que cristãos investem em missões para alcançar os povos não-alcançados.

Os povos não-alcançados (PNA) são grupos de pessoas em que menos de 2% de sua população é cristã evangélica. Ou seja, a quantidade de cristãos verdadeiros não é suficiente para evangelizar o restante. Há também os PNAi, povos não-alcançados isolados. São povos sem igrejas em suas cidades, sem bíblias traduzidas em suas línguas, sem cristãos em suas vizinhanças e sem missionários focados em alcançá-los.

Pesquisas indicam que o brasileiro evangélico de classe média (vamos abreviar usando BECM) investe menos de 30 centavos por mês para alcançar povos não-alcançados. Como isso pode ser interpretado? Se pegarmos todo o investimento que cristãos brasileiros fazem para evangelizar povos não-alcançados e dividir pelo número de cristãos do Brasil, é como se cada um ofertasse 30 centavos para essas missões.

Logo, são necessários cerca de 20 BECM para que a causa pelos PNA arrecade o valor de uma Coca-Cola. Para arrecadar o equivalente a uma mensalidade do pacote simples da Netflix, é necessário mais de 70 BECM. O cristão gasta mais até com miojo do que com missões para alcançar os não-alcançados. Os dados são alarmantes.

Duas em cada três pessoas no mundo vivem na Ásia. 70% dos asiáticos nunca ouviram falar de Jesus. Metade da população mundial sobrevive com menos de R$ 4,00 por dia. Milhares de pessoas morrem de fome todos os dias. Há 17 mil povos no mundo. Mais de 7 mil povos são não-alcançados. 41,6% da população mundial é considerada não-alcançada. Apenas 3% dos missionários no mundo trabalham para alcançar os não-alcançados.

Isso é uma emergência! Precisamos abrir nossos olhos! Produtos mais baratos na Black Friday não são a verdadeira oportunidade. Investir em vidas para que sejam salvas sim. Portanto, precisamos remir nosso tempo, saber aproveitar o que temos para fazer o que Deus nos criou para fazer.

“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.”
(Gálatas 6.10)

A Black Mission é uma campanha do Ministério de Missões com o propósito de criar reflexão, comparando o investimento feito pela causa de Cristo e o consumismo atual. Nosso propósito não é criar barreiras para o consumo saudável, mas incentivar a Igreja a pensar nos povos sem Jesus e apoiar as missões também com recursos financeiros.

Referências:
https://www.luzemacao.com/stats/
https://youtu.be/H6W8K43v4Ok
https://youtu.be/577Adfuk950

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