“Digno és de tomar o livro
e de abrir-lhe os selos,
porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus
os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação
e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes;
e reinarão sobre a terra.”
(Apocalipse 5.9-10)

Deus é justo, e sua graça é derramada por toda a terra. Seu amor derrubou os muros de nossa pecaminosidade, seu poder destruiu a barreira de nossa impiedade, sua força quebrou a dureza de nosso coração. E em todas as tribos, línguas, povos e nações, ele resgatou para si filhos e filhas. De cada grupo de pessoas, o Senhor chamou os seus herdeiros.

“Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno; que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes.”
(Deuteronômio 10.17-18)

As Escrituras também nos revelam que Deus, o Senhor, não faz acepção de pessoas (cf. Jó 34.18-19; Lucas 5.29-32; 15.1; 18.16; Atos 10.34; Romanos 2.11; Efésios 6.9; 1 Pedro 1.17). Não há diferença entre ricos ou pobres, fortes ou fracos, ocidentais ou orientais, senhores ou servos, brancos ou negros, “pois somos feitura dele” (Efésios 2.10). E o Pai nos chama para, assim como ele, não sermos parciais, mas íntegros, olhando para todas as pessoas como elas realmente são: iguais a nós (Deuteronômio 16.18-20; Atos 10; Tiago 2.1-13).

Um homem que se destacou na luta por este princípio do Reino, o princípio da igualdade, foi Martin Luther King Jr. (MLK). Nascido em 1929, MLK cresceu numa realidade dura; os Estados Unidos era uma nação que respirava segregação e preconceito racial, subjugando e submetendo pessoas negras a situações humilhantes e desiguais.

A desigualdade chegou até o ponto de obrigar os negros a cederem lugar aos brancos no transporte público. Movimentos racistas também surgiram nesse contexto, até que um homem se levantou para fazer a diferença. MLK se formou no seminário teológico na Pensilvânia, e se tornou doutor em 1955; por isso, também era chamado de Doutor King. Filho de pastor batista, seguiu os caminhos do pai e também se dedicou ao ministério.

Inconformado com a segregação em seu tempo, dedicou sua vida para que brancos e negros pudessem andar juntos, sem superioridade ou inferioridade, separação ou seleção, com direitos e deveres igualmente garantidos, tendo as mesmas condições. Em seu mais famoso discurso, disse: “Eu tenho um sonho que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar juntos, na mesa da fraternidade.”

Martin Luther King Jr. marcou a história não somente da sociedade afro-descendente, lutando pela igualdade de direitos entre brancos e negros, buscando por condições comuns de trabalho, lazer e vivência para todos os homens. King é uma lembrança da vontade de Deus para a Igreja: Amem e respeitem uns aos outros (Romanos 12.10). Não se considerem melhores do que ninguém (Filipenses 2.3). Se esforcem por fazer a vontade de Deus (Efésios 5.15-17).

Graças a Deus, o sonho do Doutor King, hoje, é realidade. A sociedade continua com suas falhas, mas certamente a “mesa da fraternidade” existe. E prosseguimos caminhando, em amor pelo próximo, quer seja vizinho ou estrangeiro, influente ou simples, negro, branco ou amarelo. Em Cristo, somos um.

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