Céus de Setembro

Os últimos anos tem sido difíceis, tempestuosos...

A sensação que temos é que fica cada vez mais desafiador, mais nebuloso, comemorar nossa principal data cívica. O esforço de esquecer, por alguns instantes, os problemas que assolam nosso país, estampados na mídia aqui e fora, precisa ser mais intenso quando queremos celebrar nossa independência como nação.

Os últimos anos tem sido difíceis, tempestuosos, com o agravamento da crise econômica que ao menos tem seus altos e baixos. Já nossa eterna crise moral da liderança pública só piora. O explícito e a tormenta da corrupção, da impunidade, da insistência em levar vantagem própria, só fica ofuscado por alguns momentos em que observamos com certa hesitação, um ou outro personagem preso ou milhões de reais recuperados.

A hesitação se torna em esperança quando vemos jovens e até agentes púbicos que insistem em brilhar com tentativas de mudar as leis para interromper ou diminuir o insano ciclo da corrupção no país. O brilho da esperança aumenta quando igrejas e demais organizações se reúnem em protestos, cartas abertas, movimentos, cultos em estádios, movimentos de oração e tanto o mais for possível para clamar a Deus o fim dessa escuridão.

Mas existe uma luz nos céus do Brasil. Assim como sabemos que o sol nasce todo dia, as misericórdias do Senhor se renovam e podemos enxergar pela fé uma nação renovada e restaurada. Quem sabe tudo isso já não é a resposta de Deus, que está trazendo tudo à tona, para uma verdadeira limpeza à jato ou no tempo dEle mesmo.

Albert Martins

Ministro de Comunicação da PIB Curitiba

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