Simplesmente ... como Jesus.

Aceitar que Deus nos ama sem pedir nada em troca é uma questão de escolha, uma opção.

E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.” 2 Cor 3.18 (NVI)

Max Lucado, no livro de mesmo nome, diz que “Deus o ama do jeito que você é, mas não quer deixá-lo da mesma maneira. Ele quer que você seja simplesmente como Jesus.” Que desafio! Nosso dia a dia é extenuante. Família, amigos, confraternizações, realizações,novos planos, antigos sonhos, frustrações, derrotas… O tempo segue seu curso, e o Autor da Vida espera por nossa opção: o que vamos decidir?

A palavra religião está muito desgastada. Em sua origem, no entanto, está o movimento de aproximação do criador: uma religação que foi interrompida por nossa própria escolha. Quando temos um verdadeiro encontro com o Deus criador, não praticamos atos de bondade com fins egoístas. Ainda hoje as pessoas acreditam nas “indulgências” e as praticam com o objetivo de alcançar a vida eterna. Mas este não é o propósito de um relacionamento com Deus. A consequência de amar incondicionalmente nos leva a amar o próximo como a nós mesmos e a não ter opção preferencial, como Deus também não tem. Todos são objetos do Seu amor. Eu, você, nossos filhos e netos… a humanidade toda.

Aceitar que Deus nos ama sem pedir nada em troca é uma questão de escolha, uma opção. Ele não nos pede nada. A ânsia pelo poder, por subjugar o outro, faz com que o homem deturpe essa condição quando encaixa Deus numa ideologia. Cria-se um deus baseado nos princípios burgueses da sociedade capitalista, colocando peso sobre os ombros das pessoas, como uma forma de mantê-las no cativeiro. As cargas são tão pesadas e as amedrontam de tal forma que o bem que fazem é forçado, pois, se não o fizerem, podem perder sua salvação. Assim, transformamos nosso relacionamento com Deus em uma série de ritos e normas que precisam ser cumpridas sem questionar. Neste sentido, acabamos legitimando a subordinação ao transformarmos o relacionamento com Deus em religiosidade.

Não é assim que Deus nos vê: Ele olha o nosso interior, as nossas intenções e a nossa motivação. Nenhuma obra pode ligar o homem a Deus, por mais maravilhosa e humanitária que seja. A decisão de segui-lO é individual, assim como você é único, especial e “irrepetível” para Ele.

Levamos tempo para entender isso e, às vezes, somos resistentes, pois, ao olharmos para as pessoas, não conseguimos compreender a mensagem de Deus, principalmente porque aqueles que se dizem filhos de Deus não refletem a Sua mensagem. Deus Se revela no amor e aquele que O ama não consegue ser diferente disso, pois quando O aceita torna-se filho, e “filho de peixe, peixinho é.”

Amar é um verbo, uma ação e uma escolha diária. Todos os dias escolhemos amar incondicionalmente nosso cônjuge, filhos, família, amigos e vizinhos, além daqueles rostos desconhecidos que passam apressados pela rua. Mas, além disso, o amor é verdadeiro, e por isso muitas vezes é preciso disciplinar, orientar, discordar e deixar que cada um faça sua escolha e arque com as consequências de seus atos. Como isso é difícil!!! Deixar os filhos escolherem se o Deus que os pais amam será o Deus que eles também vão amar; deixar que eles tomem decisões que nos parecem equivocadas e que passem por dificuldades; deixar que cresçam e caminhem com suas próprias pernas. Mas como é gratificante ver que eles cresceram e os princípios que passamos com nossas vidas foram reproduzidos de um jeito diferente, mas com o mesmo DNA.

Aprendemos isso a cada dia e espero que você se sinta muito amado por Ele e possa escolher “a melhor parte”, enquanto estiver neste mundo. Temos aprendido que o homem é um ser histórico. Para nós, cristãos, Deus sempre será o Senhor da nossa história.

Martha Zimermann de Morais

Ministério de Ação Social - ABASC

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