Conversando com meus quatro botões

Hoje, ao acordar, resolvi conversar com meus botões, aos quais nomeei batalha espiritual, teologia da prosperidade, responsabilidade e arrependimento, vistos à luz da escritura, o que me levou a entender melhor a segunda parte do verso de Deuteronômio 4.2: (…) para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus.

Assim como Apocalipse 22.18-19, este verso começa dizendo: nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, porque, como diz o ditado popular, texto fora do contexto é pretexto. Mas, no caso da batalha espiritual, nos moldes em que nos é apresentada, e da teologia da prosperidade, para quê? A resposta é muito simples: para nos tirar do foco do verdadeiro evangelho.

Estas “novidades”, que remontam no máximo à década de 20, fazem recortes de alguns textos bíblicos para fundamentar argumentos que levam os menos avisados a um outro evangelho. Este falso evangelho exime o pecador da responsabilidade pelo seu pecado, que passa a ser atribuído aos demônios, que devem ser expulsos, eliminando assim a necessidade de arrependimento, sem o qual ninguém verá a Deus.

A partir destas correntes, Deus criador passa a uma posição inferior à da criatura porque, como se fosse um mordomo, está ao dispor do homem para realizar seus intentos, e o fruto da carne deixa de ser responsabilidade do ser humano e recebe o nome de demônios: da ira, da prostituição, da gula…, e tudo passa a ser visto de forma demonizada: maldições hereditárias, demônios territoriais…

Nesta conversa com os botões concluí que, se o evangelho bíblico é CRISTOCÊNTRICO, e Jesus Cristo ressurreto é suficiente para libertar os cativos, toda doutrina antropocêntrica ou “diabolocêntrica”, tudo aquilo que tira nosso Senhor do lugar devido somente a Ele, não deve sequer permear nossos pensamentos. Assim como os reformadores, voltemos à Escritura. “Sola Scriptura”.

Elaine Pra Koene

Voluntária da Comunicação

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